HOME - ARCHIVES

This page is powered by Blogger. Isn't yours?


Retorno ao Quarto Poder


Domingo, Setembro 17, 2006
ELEIÇÕES


Enquanto o Messias não vem
ou
Politica é mérito e não sorte




Constantes mudanças ocorrem na vida. Um dia um homem gasta o seu tempo todo e consegue pescar apenas um peixe, no outro gasta apenas um segundo e encontra milhares de pérolas no fundo do mar. Há vários fatores que influenciam a sorte de toda humanidade. Para a sorte não existe tempo, não existe bondade e nem mesmo um bom caráter ajuda que ela aponte ao seu favor. Os cenários sociais são transformados pelas novas tecnologias e o homem sente essa influência na pele e nem mesmo tem consciência que o azar ou a sorte não tem nada a ver com isso. A sorte não é para quem a espera, não é para quem a merece, um sujeito sorteado ganhou algo a custa do azar de alguns e com certeza se fosse por mérito ele não chamaria de sorte. Mérito é quando já se espera um fruto, uma remuneração, um ganho. A sorte é um jogo de probabilidade caótica.
Nos últimos meses estamos brincado de probabilidade caótica ou de "quem será o Messias dessa vez?" . Contamos com a sorte para que o nosso futuro presidente faça as coisas caminharem como deve ser: sem escândalos, sem gritos, economia estável, comida na mesa, criança na escola, hospitais decentes.... etc e tal. O erro está aí: isso não é um jogo de probabilidade e nem esperem um Messias "além do bem e do mal". Ele (seja quem for) é um representante do povo, e se o povo é corrupto ao ponto de colar em concurso publico, falar mal das pessoas pelas costas, dá o cano no flanelinha, tirar dinheiro na carteira da mãe, vender o voto, jogar lixo nas ruas, lavar as mãos diante um problema alheio ou até mesmo fingir não ver uma pessoa caída na rua. Este mesmo povo não pode e não deve esperar um governo melhor do que eles são. Mas isso, dirão alguns, é moralidade demais. Pelo contrário, isso é ética. A política eficaz é aquela carregada por povos eficazes que ajudam construir cada pedacinho de sua polis com ética.
No instante que você começar a entender que sua cidade sofre inundações em épocas de chuva, não por culpa da prefeitura que não concede verbas para a limpeza urbana e sim por culpa de um povo sem educação que joga lixos nas ruas, você estará começando a pensar politicamente. E é a partir desse principio que você escolhe seus representantes. Lembra daquele candidato que culpa o fracasso de um governo falando mal de um partido? Esqueça, pois esse indivíduo não sabe nem o que é política.


Lisa Alves



Espaço do leitor:



Sexta-feira, Setembro 08, 2006
HOMENAGEM AO 11 DE SETEMBRO



CALEIDOSCÓPIO HISTÓRICO



No dia 11 de Setembro o mundo brutalizou-se
perdeu o que restava de seu juízo,
de sua escandalosa noção de justiça.
Ao décimo primeiro dia do nono mês;
tal como numa profecia do medievo,
o horror pôde ser visto nos olhos de milhares.
Em cada espanto a certeza evidente
(nítida!)
de que o pior estava por vir.
O dia 11 poderia ter sido,
quem sabe, uma data qualquer
- sem notas especiais, sejam de sorrisos ou lágrimas
destas que não deixam nem vestígios na memória
uma mancha obsoleta no calendário
para não ser lamentada nem comemorada
por pêsames duradouros ou champanhes vistosas
(deveria, precisava, mas não foi assim.)
Algo de delírio,
da inocência de quem nem vê o tempo passar,
por não ter aprendido a ler relógios adequadamente.
Quisera apenas uma manhã!
Destas em que se caminha simplesmente pela rua,
pára-se n'alguma praça, toma-se algum sorvete,
fuma-se um cigarro, na esperança das coisas estarem melhores,
apesar dos apesares,
algum dia...

O número 11 feriu a vontade de uma bandeira.
Simbolizou a impotência, até mesmo a humilhação.
Matou a esperança do triunfo democrático,
da luta interminável pelos valores do novo homem.
Um ataque financiado pelo mais bárbaro dos povos,
Que isolado em sua desconfiança, em seu fanatismo religioso;
em sua notável intolerância;
em seu egoístico impulso;
desferiu um golpe traiçoeiro,
que intimidaria até mesmo uma víbora.
A crueldade que chegou em explosões:
(sem avisos prévios, nem negociações posteriores)
Aviões conduzindo a astuta morte.
O edifício desmoronando-se sobre planos
feito cartas de um jogo proibido.
A população beirando o pânico, desnorteada,
esperando pela vinda do Salvador
que não podia, pois também estava morto.

Onze...

Esta data sim viverá na infâmia!
Apenas dois números a desafiar
aquilo que dizem ser soberania nacional,
autodeterminação dos povos,
direitos humanos, liberdades individuais e coletivas.
Chamem pelo nome que desejarem!
Pouco valem os ideais se no fim,
somente a força bruta triunfa.
De que importa a luta quando o que se premia
é sempre a mais vil covardia?

11 é um número manchado no sangue
de verdadeiros heróis ignorados.
As ruínas abandonadas de um amanhã glorioso.
Páginas de livros de história, já se tornaram.
Sinônimo conhecido: indignação!
Que ninguém jamais se esqueça,
enquanto o ser humano rastejar pelas próprias fezes,
que houve a tentativa, não imposta, mas aclamada
de realizar-se o bem-comum neste planeta.
Maldito aquele que olvidar esta data profana,
em que um grandioso povo foi ferido em sua essência.
O pior, sempre por vir, eis a lição!
Que valha ao menos de aprendizado o ocorrido.
Para que as populações múltiplas do mundo
resistam à permanência da exploração,
abracem a responsabilidade pelo futuro,
que não deve ser herdado por uma corja de genocidas.

11 de setembro mostrou que é urgente
nos erguermos das pontas das lanças,
deixando de dar a outra face,
de fingir que não é conosco, enquanto for com o vizinho.
Para que todos os povos saibam quem foram os culpados
e passem a chamar as coisas pelos nomes que as coisas tem!

11 de setembro de 1973:
o dia em que covardemente
mataram Salvador Allende!

POESIA DO COLETIVO NEMO




QUEM FOI SALVADOR ALLENDE?

Salvador Allende foi um político chileno. Estudou medicina, contudo dedicou toda a sua vida à política. Em 1933 fundou o Partido Socialista Chileno. Entre 1939 e 1942 foi ministro da Saúde; assumiu a direção do partido em 1943.. Em 1970, como candidato de uma coligação de esquerda, assumiu a presidência do Chile.
Via chilena para o socialismo foi como chamavam sua forma de fazer política. Salvador pretendia uma transição pacífica para uma sociedade mais justa, de raiz socializante. Nacionalizou os bancos, as minas de cobre e algumas grandes empresas, e enfrentou pressões políticas norte-americanas. Apesar das gravíssimas dificuldades econômicas, a referida coligação obteve 43% dos votos nas eleições legislativas de 1973. Em Junho desse mesmo ano ultrapassa uma tentativa de golpe de Estado, mas numa nova intentona, em 11 de setembro, os militares de direita, chefiados pelo general Pinochet, derrubam-no. Allende morreu durante o golpe, na defesa do palácio presidencial. Após a sua morte, o regime democrático é extinto e o país sofre um terrível banho de sangue





Espaço do leitor:



[::..Uma parte de mim..::]
:: Quem é Lisa Alves?
:: Sou a mesma figura que caminhou ao lado de ideais que sucumbiram ao tempo: assisti a Revolução Francesa apesar de ter nascido no Brasil de 1981. Fui agente comunista, embora nunca tenha comido criancinhas. E agora sou um fruto capitalista que apodreceu dentro do mercado.
[::..Eu recomendo..::]
:: Eu recomendo
:: Diarios da Ditadura
:: Sobre Jornalismo
:: O Jornalista
:: Federação Nacional dos Jornalistas
:: Mídia Independente
:: Observatório da Imprensa
:: Monitor de Mídia
:: Nós Media
:: Stalingrado
:: Cão Danado II
:: O Nada
:: Metamorfose de Monstros
:: O Perdigueiro