Retorno ao Quarto Poder |
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Sexta-feira, Março 31, 2006
Os conflitos éticos e morais nas decisões de uma sociedade por Lisa Alves ![]()
Definir um comportamento ético gera complexas questões desde a clássica o que é ética? até ético para quem?. Fugindo da primeira pergunta que tende a dissecar o sentido da palavra baseando-se em correntes filosóficas, a segunda questão talvez aparente ser mais objetiva, já que o quem é o sujeito que sofrerá a ação ética. O quempode ser uma senhora casada que mora no interior da Bahia, pode ser uma moça que estuda filosofia na UNB, também pode ser um pastor da Igreja Universal ou talvez a população inteira de São Paulo. Complicado, não é? Imagine quantas coisas diferem estas pessoas: crenças religiosas, política, nível de escolaridade, objetivos, gosto musical e tantos outros detalhes. Será que é possível que estas pessoas concordem entre si que certo comportamento ou ação foi ético para todas elas? Para isso seria necessário que a ação considerada ética sobressaísse a todas estas diferenças, pois cada ser humano desses é barganhado de moralismos constituídos através dessas diferenças e que provavelmente iriam interferir em suas decisões. Então cabe achar algo que os una de forma que as diferenças sejam totalmente ignoradas. Por exemplo: todos são brasileiros, todos são eleitores, todos pagam impostos, todos são seres humanos. E qualquer ação voltada para algum desses exemplos provavelmente igualaria a opinião de todos: corrupção, criminalidade, desvio de dinheiro, direitos humanos. Um caso interessante de citar é o economista americano Steven Levitt, que afirmou através de um estudo em parceria com o criminalista John Dubner que após a liberação do aborto nos Estados Unidos nos anos 70 a taxa de criminalidade diminuiu. De acordo com o economista entre 1977 e 1988 os crimes violentos nos estados que primeiro legalizaram o aborto caíram 13% se comparados com os demais. Entre 1994 e 1997, seus índices de homicídio caíram 23% mais que os dos outros estados. É fato que muitas pessoas são contra a legalização do aborto e as causas que levam as tomarem este partido são em grande proporção o preconceito, a desinformação e a religião que acabam determinando a construção de princípios morais formadores de opinião. Não obstante, é fato que a criminalidade é um mal que incomoda uma parcela bem maior de pessoas. Steven Levitt é criticado por alguns grupos conservadores e pessoas que o consideram um propagandista do aborto que propõe a esterilização dos pobres. O que esquecem é que seu estudo propõe a compreensão do mundo quotidiano através de números e que através de sua habilidade pôde fazer um estudo preciso sobre a diminuição da criminalidade nos EUA o que o fez chegar ao resultado final de que um dos fatores determinantes dessa queda foi a liberalização do aborto nos anos 70. Em Julho de 2005, Steven Levitt faz a seguinte afirmação em entrevista para a Isto é Dinheiro: Se a moralidade representa o modo como gostaríamos que o mundo funcionasse, a economia representa o modo como ele realmente funciona. Um exemplo de conduta moralista foi a opinião do Presidente do Pró-Vida de Anápolis, Luiz Carlos Lodi da Cruz que em fevereiro de 2004 elogiou o Superior Tribunal de Justiça (STJ) por cassar autorizações dos Tribunais de Justiças do país que liberassem a prática do aborto eugênico Já existe uma grande jurisprudência de tribunais que conheceram e deferiram Habeas Corpus em favor de nascituros deficientes, cassando autorizações judiciais para abortos eugênicos. O que não existia até hoje era uma decisão do Superior Tribunal de Justiça (STJ) cassando a autorização de algum Tribunal de Justiça (TJ) do país para a prática do aborto eugênico. O incidente do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJRJ) ofereceu ocasião propícia para que o STJ se manifestasse. E a manifestação, graças a Deus, foi favorável à vida. Pode-se observar que grande parte das pessoas que afirmam serem contrárias a liberação do aborto alegam o direito a vida. Só que esquecem que a pobreza em que milhões de pessoas se vêem obrigadas a viver também é um atentado contra a vida. Morrer não é uma ação que ocorre de um instante para outro. A miséria mata essas pessoas gradativamente: um dia por falta de alimentos e no outro por falta de assistência médica e de condi¬ções mínimas para a conservação da vida. Ser ético é difícil e pode contrariar os princípios morais daquele que age eticamente. Para ser ético talvez necessite que o homem esqueça tudo aquilo que ele é e gostaria de ser, pois a ética não pertence ao bem individual e sim ao bem comum. Para ser moral basta agir de forma oposta à ética. A moral é construída pelo que vivemos e pelo o que acreditamos e agir conforme ela é agir a favor de nossos princípios. Lisa Alves (Trabalho de Ética e Legislação Jornalistica) Sábado, Março 25, 2006
NÃO OUVIRAM NADA DO IPIRANGA Verdes, azuis, amarelos e brancos tecidos e mais tecidos sendo trazidos pelos navios mercantes. Ouro, prata e diamantes foi a troca perfeita para os novos consumidores da America. Clima tropical combina bem com os casacos de peles usados na França e toda sorte de quinquilharias inuteis invandem o solo agora pisado por colonos, jesuistas e Joaquins Manueis filhos de Senhoras Putas. Vida longa ao Rei! E a nobreza desfila por cima da carne humana. Três africanos em troca de mais um pedaço de terra ou por bem menos que isso.... Os sinos tocam e as mocinhas correm para rezarem a missa. Enquanto isso o padre termina de almoçar o novo coroinha. - Toc toc! - Quem é? - Seu novo Eu! - Pode entrar, só estou experimentando minha nova máscara. Os carros passeiam pela madrugada. Lá vem Eles, corram! E os tiros silenciam toda manifestação dos chamados livres-expressadores. De fundo um hino expressa tudo aquilo que nunca existiu... E não Ouviram nada no Ipiranga, só silencio misturado com o sangue dos insetos. - Toc, toc! - Quem é? - Sou eu, só queria desejar uma boa noite! - Boa noite! Enquanto isso o presidente não faz a barba E mesmo assim fica bem distante do perfil Marx A foice e o martelo duelam entre si E as novelas terminam com um final feliz Pão de queijo, rapadura e vatapá E os coroneis ainda estão no controle Salve a Grécia porque ela não tem nada a ver com isso E eles continuam vendendo suas almas. Eu tenho um amigo que tem fobia de gato E ele não também não tem nada a ver com isso Isso não é um poema Pois os poetas foram chacinados pela Industria Cultural. Isso não é um grito Estamos mudos demais para isso. Isso é apenas o relato de alguém que não ouviu nada do Ipiranga. Lisa Alves - Notícias do Mundo Tupi-Guarani - Janeiro/2006 Quinta-feira, Março 16, 2006
O QUE É ÉTICA? VOCÊ É ÉTICO?
Apresentando: BANDIDOS ANTI-VALOR
fonte: http://www.tenisnosol.blogger.com.br Segunda-feira, Março 06, 2006
Das manifestações naturais que regem os opostos Pecado: A introdução da dor voluntária. Salvação: A introdução da dor involuntária. Mal: Uma ação que prejudique alguém, mesmo que nos beneficie. Bem: Uma ação que beneficie alguém, mesmo que nos prejudique. Mentira: Uma palavra que conforta quando não se tem solução. Verdade: Uma palavra que incomoda quando é a única solução. Morte: Uma opção para quem não tem escolhas. Vida: A escolha para quem não tem opção. Nada: A forma mais perfeita de abstração Todo: A forma mais imperfeita do concreto Justiça: Privilégio do mais forte. Injustiça: A certeza do mais fraco. Amor: Sentimento incondicional. Ódio: Conseqüência de uma condição amorosa. Liberdade: É saber desfrutar com discernimento do joio e do trigo Escravidão: É nunca poder fazer escolhas e ter a obrigação de desfrutar apenas do joio. Guerra: Um jogo sem vencedor Paz: Estratégia da vitória. Homem: Mamífero da ordem dos bímanos, racional, cujo sexo masculino o faz ser escravo de um instinto sexual que o deixa fraquejar perante a oponente, fazendo-o por sua única salvação a introdução da dor voluntária. E sua bondade o leva prejudicar alguém, para que assim ganhe um beneficio. Prega a verdade usando palavras que confortam, por não possuir outra solução. Deixa viver aqueles que não tem escolhas. Faz de seu nada e de seu vazio a forma mais imperfeita do concreto. A sua justiça ignora a certeza do mais fraco. Quando ama o faz em troca de uma condição amorosa. A liberdade que concede a outro é: nunca poder fazer escolhas e ter a obrigação de desfrutar apenas do joio. Crê em uma paz que é um jogo sem vencedor Mulher: Mamífero da ordem dos bímanos, racional, cujo sexo feminino a faz ser liberta de um instinto sexual que proporciona um domínio no oponente. Apesar que tem como pecado a introdução da dor involuntária. Sua maldade é uma ação que beneficia alguém, mesmo que há prejudique. Ela tem como arma a mentira, que por vezes incomoda por ser a única solução. Escolhe a morte para quem não tem opção. Faz do Todo a forma mais perfeita de abstração. Alimenta a injustiça privilegiando o mais forte. Seu ódio é um sentimento incondicional. E quando escraviza o outro, ensina-o a saber desfrutar com discernimento do joio e do trigo. Sua guerra é uma estratégia da vitória. E no final éramos tão iguais na virtude quanto na decadência Lisa Alves - Metamorfose de Monstros [::..Uma parte de mim..::] | :: Quem é Lisa Alves? |
:: Sou a mesma figura que caminhou ao lado de ideais que sucumbiram ao tempo: assisti a Revolução Francesa apesar de ter nascido no Brasil de 1981. Fui agente comunista, embora nunca tenha comido criancinhas. E agora sou um fruto capitalista que apodreceu dentro do mercado. |
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