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Retorno ao Quarto Poder


Quarta-feira, Novembro 09, 2005

Fonte: Toda Mafalda - Quino
Editora: Martins Fontes




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Protesto na França é uma demonstração de que Marx estava certo.



Carros ficam destruídos em mais uma noite de revolta e protestos na periferia de Paris
Fonte/foto: Folha Online






No Capitalismo as coisas estão se humanizando
e os homens se coisificando. K. Marx



Ainda há esperança para aqueles que sonham com a morte do Capital ou com a desvalorização das ¿coisas¿. Desde o dia 27 de outubro, manifestações diárias acontecem nos subúrbios de Paris, em algumas cidades do interior da França e, nos últimos dias, também em Berlim e Bruxelas. Carros e prédios públicos estão sendo incendiados. Sabe-se que essas manifestações se iniciaram após a morte de dois jovens eletrocutados numa estação de força no distrito de Clichy-sous-Bois, na periferia de Paris, depois de uma perseguição policial. No entanto as causas desse protesto se multiplicaram. De acordo com o Centro de Mídia Independente esses eventos recentes em Paris, estão longe de ser fruto de gangues, arruaceiros ou desocupados, como proclama a grande mídia. Tais eventos são o estopim da situação das atuais gerações de imigrantes, filhos/as e netos/as de imigrantes que foram sistematicamente marginalizados/as no decorrer dos anos. Eles sobrevivem com péssimas condições de vida, sendo obrigados a trabalhar em empregos precários, com míseros salários e além de tudo sofrem preconceito étnico. E isso não é só um problema que ocorre na França, essa realidade atinge a maioria dos paises europeus que se utilizam da mão de obra barata de imigrantes. É a exploração da Força de Trabalho pelo Capital que Marx mais critica. Marx critica a essência do Capitalismo, que reside precisamente na exploração da força de trabalho pelo Produtor Capitalista, e que segundo Marx, um dia haverá de levar à revolução social. É perigoso afirmar que essas manifestações levarão a revolução social, contudo é impossível não enxergar uma faísca nessas revoltas que tendem a se espalhar por todos os grandes centros capitalistas.

Lisa Alves



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:: Quem é Lisa Alves?
:: Sou estudante de jornalismo, tenho 23 anos e adquiri um estranho hábito de transformar minhas idéias em textos. Não concordo com a posição mercadológica aplicada à mídia atual. E creio que o jornalismo poderá sofrer uma mutação em seu perfil e assumir o papel de guardião do povo. No entanto isso só acontecerá se os próprios jornalistas e a sociedade lutarem por isso.
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