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Retorno ao Quarto Poder


Quinta-feira, Junho 30, 2005







MANIFESTO POTENCIALISTA

DA MÍDIA TERRORISTA OU PRÓ-IMPERIALISMO DOS INTELECTUAIS-REACIONÁRIOS.


Como já mencionado nos capítulos anteriores deste Manifesto, mais do que nunca, faz-se necessário manter cautela frente às informações que chegam até nós por meio da mídia. A Liberdade de expressão foi um direito conquistado pelo povo e este direito deve ser empregado exclusivamente em benefício do povo. Um sem fim de pessoas tombou para que nós tivéssemos o direito de externar o que pensamos e em nome destas pessoas, nos dispomos a proclamar o Verbo ¿ valendo-nos de microfones e megafones se necessário. A mídia é uma arma mais poderosa, mais coercitiva e mais eficiente que o poder judiciário, uma ferramenta com a qual a população habituou-se a se defender e a reclamar seus direitos. Contudo o Sistema também aprendeu esta lição.
Digam o que disserem, mas não são raras as vezes em que a mídia anda servindo ao Sistema. Em enésimas ocasiões ocorre da mídia sugerir uma idéia de revolução de valores, quando na verdade não passa de outra manipulação a fim de influenciar as massas e desempenhar os objetivos dos poderosos. Confundir também anda sendo uma arma eficaz.
O papel real da mídia é denunciar a corrupção em quaisquer das esferas sociais e não escamoteá-la cinicamente, camuflá-la com discursos moderados, aduladores e ilusivos. A mídia é uma força com princípios objetivamente populares e, por que não dizer, revolucionários. Divulgar informações, suscitar revoltas, conscientizar as massas, definir conceitos, revelar perspectivas, estimular a indignação definitivamente não são propostas do Sistema. O problema é que sendo o Quarto Poder, a mídia também estará sujeita à adulteração. Esta é a maldita sina de todos os poderes deste mundo: corrupção. Mensagens anti-sublevação nos periódicos jornalísticos não nos é novidade. Incentivam que a população se dobre à vontade dos poderosos, proclamam exaustivamente o milagre do neoliberalismo e a morte das ideologias coletivistas. Mais: fazem parecer que o falido modelo soviético é o único possível para o socialismo ¿ e já que conhecemos a deformidade da URSS, é prudente que mantenhamos distância de Marx e nos aproximemos de Smith. A mídia é a grande provedora da desilusão da esquerda, do desencanto com o engajamento político, do deixa-estar-para-ver-como-é-que-fica. Por esta razão autocrítica está se tornando a moeda mais valiosa do mundo. Doses bem ministradas de mente aberta e ceticismo podem fazer muito pelos indivíduos. O Potencialismo quer que o Homem pense, porque o caminho de salvação da espécie passa inevitavelmente pelo pensar. Das reflexões virão as ações e boas ações passam a gerar novas reflexões. É um processo cíclico, dialético e deve ser estimulado.



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Terça-feira, Junho 21, 2005



Liberdade é uma palavra que o sonho humano alimenta,
não há ninguém que explique e ninguém que não entenda.
(Cecília Meireles)




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Por Lisa Alves

De acordo com o dicionário Michaelis informar é :dar informação a, dar conhecimento ou notícias a; avisar.
Qual humano na face da Terra gostaria de ser mal informado e além de tudo passar esta contra-informação adiante? Todos nós seres humanos possuímos uma forte carência de verdades e passamos boa parte de nossas vidas tentando encontrar uma verdade para tudo. Muitas verdades, como é sabido, são modificadas de indivíduo para indivíduo, exemplo disso são as chamadas verdades religiosas, contudo existem também verdades factuais que advém do coletivo e independem da interpretação individual. Um homem foi assassinado na rua 42. É provável a modificação desta informação se a compuséssemos de relatos de todas as testemunhas presentes, no entanto a morte de um homem na rua 42 seria a única provável verdade. Por aí pode-se analisar o papel do jornalismo informativo:
1 - Informar em nome da verdade coletiva.
2 - Conhecer em nome da verdade coletiva.
3 - Avisar em nome da verdade coletiva.


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O Quarto poder foi um termo forjado por um inglês em 1828, numa altura em que os primeiros teóricos de um novo sistema de governação chamado democracia argumentavam que os mídia noticiosos (a imprensa) teriam um papel fundamental e dual:
1- Ser um guardião dos cidadãos, protegendo-os do abuso do poder por governantes que até então apenas tinham mostrado a face da tirania.
2- Ser simultaneamente um veiculo de informação para equipar os cidadãos com ferramentas vitais ao exercício dos seus direitos e uma voz dos cidadãos na expressão das suas preocupações, da sua ira, e, se for preciso, da sua revolta.





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